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Adriano Benayon escreve Mensalão? Há coisas piores, sem dúvida!

Adriano Benayon escreve Mensalão? Há coisas piores, sem dúvida! 

Eu não tenho dúvida de que o mensalão existiu, nem que deputados foram literalmente comprados para integrar a base do governo, inclusive transferindo-se de partido, em alguns casos. Mas houve coisas muito piores e foram engavetadas por procuradores, como Brindeiro, o da época de FHC em que grassou a corrupção mais desbragada da história do Brasil, do Império a Dilma.

Não vejo no STF a aura de retidão que lhe está sendo atribuída. O histórico do STF não é nada edificante, sempre que esteve lá em causa algo de interesse dos grandes bancos ou dos laranjas de bancos estrangeiros, como Daniel Dantas. Nem vou citar mais casos, por que me falta tempo. Mas os amigos bem informados saberão alongar a lista com mais exemplos contundentes.

Não há, pois, que acreditar na profundidade de uma moralidade, que é, na realidade, superficial. Aplicada só contra determinados réus. Fundados na movediça base dessa moralidade, estão até, através da internet e da própria mídia clássica,  de forma ridícula, fabricando ídolos para fins políticos.

É o caso do relator, Joaquim Barbosa, na esperança de produzirem uma alternativa, dentro do atual sistema, para desalojar os que, por último, se encarapitaram no Poder Executivo.

De fato,  falta alternativa nos quadros do PSDB e de outros partidos para tomar o lugar da senhora Dilma, ou seja,  aos políticos mais identificados com o reacionarismo e com a servidão ao império -  não por acaso os preferidos da grande mídia venal que domina o espaço da comunicação social.

Então, o recurso é inventar figuras  estranhas à política tradicional, para servir de instrumento ao projeto do PIG (partido da grande imprensa) ou GAFE (Globo, Abril, Folha, Estadão).

Já se tentou com Collor, caçador de marajás, e deu no que deu, cassado, não pelos crimes horrorosos que cometeu contra o Brasil, mas porque se arvorou em projeto pessoal de poder, o que arriscaria a posição de políticos e até mesmo de barões da mídia.

Enganam-se os bocós da classe média, grandemente entusiasmados com a nova “alternativa”, porque não é alternativa ao sistema, mas tão somente um veículo para colocar à frente da nave que afunda (mas sempre dá para tirar uma casquinha, enquanto ela não afunda de todo) alguém credenciado a sustentar o faz de conta de que pode existir moralidade num sistema de poder como o existente no Brasil.

Pois esse poder é  totalmente subordinado ao poder financeiro, o local dos bancos, de resto em grande parte estrangeiros ou com participações significativas da oligarquia financeira mundial,  e sobre tudo o dessa própria oligarquia, a que estão intimamente ligados os oligopólios e carteis das transnacionais.

Querem alguém que se subordine de forma mais completa e incondicional, embora Lula e a senhora Dilma também se tenham subordinado ao imperialismo, e não pouco.

Mas são radicais e querem submissão total. Não só por temor ao império e apego às benesses do poder, como deve ser no caso da atual base governamental (já que do contrário, rola a desestabilização), mas também por convicção e amor canino. Ideologia levada às raias do fanatismo.

Não toleram sequer uma retórica menos entreguista na política externa. Querem ainda maior rapidez na continuidade que vem sendo dada pelo PT ao projeto radicalmente entreguista do PSDB. 

Adriano Benayon
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