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Autogoverno permite chegar à ecodemocracia

                Ecodemocracia é uma proposta doutrinária pos--capitalista desenvolvida em 1987 pelo desenhista e politólogo argentino Walter A.Moore, e descreve um novo modelo político que, diferente das propostas liberais e marxistas, permite realizar transformações profundas a partir da ordem jurídica vigente.

                Este modelo se baseia no desenvolvimento do conceito latino-americano de “comunidade, uma forma particular de organização humana constituida por um  grupo de pessoas que têm valores comuns, compartem um lugar geográfico definido e sustentam uma organização comum que opera um conjunto de regras para o funcionamento do grupo.

O modelo comunitário permite integrar  capacidades tecnológicas pos-industriais com  novas estruturas em rede, substituindo  organizações piramidais, que caducam devido ao seu sobredimensionamento.

Esta definição, um tanto quanto ortodoxa, visa definir a vontade comunitária de chegar à Ecodemocracia através de conceitos de liberdade com responsabilidade, organização social bem definida, especialmente no que se refere à forma de escolher representantes para cargos eletivos, visando, sempre, a melhor escolha, por meio de listas de candidatos independentes de partidos políticos.

Algo como voto facultativo e qualificado também concorrem para melhor elasticidade do modelo, cuja busca é a perfeita organização  ecopolítica, com fulcro no desenvolvimento sustentável e real proteção a espécies e ecossistemas, nos próprios ambientes citadinos,  que, por si só, representam o desejo ecológico de um ambiente saudável sob todos os aspectos, tal como explicitado pela Rio-92 na frase “pensar globalmente, agir localmente”.

A administração dos municípios poderá reunir conselhos comunitários, os quais, entre si, constituirão o Magno Conselho Municipal para emitir as diretrizes básicas ias, contratando prefeito e secretários, quando necessários.

E um modelo que tende para o autogoverno, criando as cidades-estados ou ecomunicípios, já em voga em várias partes da Europa e da Ásia.

No caso específico do Brasil, trata-se de modelo mais liberal possível, que visa apagar o ranço colonial plutocrático da arcaica República Federativa presa ao cipoal do neoliberalismo econômico, causador da globalização, que oprime a célula-mater da nação.
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