News Update :
Home » » Brazil no século XIX (“z”proposital) Por que não aceitamos o autogoverno e readquirimos nossa dignidade?

Brazil no século XIX (“z”proposital) Por que não aceitamos o autogoverno e readquirimos nossa dignidade?

 Brazil no século XIX (“z”proposital) Por que não aceitamos o autogoverno e readquirimos nossa dignidade?

                                             Municipalismo e Calmon


Na definição de Pedro Calmon: “Municipalismo é uma instituição mais social que política, mais histórica do que constitucional, mais cultural do que jurídica, mais humana do que democrática”. No entanto, o federalismo, princípio número um do municipalismo, jamais foi posto em prática nestes 120 anos de Regime Republicano. Prova disso é a situação de insolvência de inúmeros Estados,  que, de píres na mão, buscam em Brasília, recursos para garantir a folha de pagamento do funcionalismo.

                                                              

                                                      Federação de cima para baixo

                  No final do século passado foi introduzido no Brasil praticamente "de cima para baixo" o sistema federativo para melhorar a organização administrativa do seu território gigante. Destarte, o surgimento da Federação Brasileira não se deve a um "pacto federativo" como foi o caso nos Estados Unidos e, depois, na Alemanha.

                Não foi por menos que o saudoso geógrafo Milton Santos (lente em Harvard, EUA) recomendava corrigir a federação, porém, “de baixo para cima”, ou seja, através do autogoverno municipal!

               Se nosso erro é mais econômico do que político, devemos entender que a economia,                                 tanto como a política, é dinâmica, tem de acompanhar o tempo, as mudanças científicas e tecnológicas e propor soluções, inovadoras sempre.

Com base na Carta Européia de Estrasburgo, de 15/10/1985 (século XX ainda) vários países do Velho Continente aderiram aos “tempos novos” da legítima democracia, alforriando inúmeras cidades para a autonomia local.

Assim é que Hong Kong, Xangai, Macau, Singapura (na Ásia), Berlim, Hamburgo, Bremen, Kosovo, Ilha da Madeira, Açores (na Europa) perceberam os erros da globalização, oriunda da neoliberalismo do séc. XIX e partiram para o auto-governo, convertendo-se em cidades -estados livraram-se da corrupção e se encontram no séc XXI.

Nós? Continuamos com erros e alimentamos, cada vez mais, a corrupção, faz-se gato e sapato com o dinheiro do povo. Povo que, para os políticos profissionais, não passa de mero detalhe: é bom para comprar-lhe os votos,  com o que as clãs se perpetuam no poder.

Resultado? Não temos o que merecemos em termos de serviços sociais. O Brazil, do séc XIX baniu as ferrovias para engordar o rodoviarismo, que produz tantas mortes anuais como numa guerra convencional.

A saúde está na UTI, francamente deteriorada. O sistema prisional, que não recupera ninguém, está falido, enquanto a justiça fica de mãos atadas.

O Estado Paralelo caminha celeremente para suprimir o Estado de Direito.

O que dizer da Educação e da Cultura? Poucos egressos do 2º grau sabem declinar verbos. Taboada? Só ate o 5!

Os empregos estão formando cidadãos ou apenas enganando estômagos? É um dilema.

Não há cidadania nem respeito, nem ética, pois o atual modelo político é apenas um modelo irracional, coronelista, centralizador, truculento, plutocrático. Só na burguesia resplandece, vive, canta, dança, passeia e enriquece materialmente.

Dir-se-ia que um estigma ou maldição, paira, neste momento sobre o Brazil e América Latina, que Zwarg denomina de América Latrina...

Podemos mudar? Sim, temos, primeiro que apelar a Deus, pois Ele dirige o destino dos povos, e pedir, rogar, implorar até para nos livrar da maioria dos políticos profissionais, que sustentam a corrupção já que ela lhes é conveniente, enquanto vivos.

Depois, temos de partir para o plebiscito, pleitear o autogoverno como está sucedendo atualmente na região veneta italiana, que age de acordo com a Carta Européia de Autonomia Local.

Assim, exerceremos totalmente nossa cidadania, encaminhando-nos rapidamente ao séc XXI; estaremos mais aptos à proteção ecológica de nossos territórios e, o que é mais importante, estaremos construindo a legítima Ecodemocracia com  dignidade  e,  principalmente, com Ética.
Share this article :
 
Design Template by panjz-online | Support by creating website | Powered by Blogger