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Colonos brasileiros, uni-vos!

               As datas 1889 e 1988 confirmam: cidadania em baixa, na República Federalista-Colonial do Brasil.= Municípios e Estados sustentam heroicamente a farsa democrática 

                Quem haveria de dizer que em pleno século XXI, o Brasil ainda se comporta como se estivesse no século XVI!?

                Pois é, fazendo a recontagem,  chegamos à conclusão que o modelo colonial de 1500 perdurou até 1822, quando da proclamação da Independência, porém, não teve êxito nosso primeiro Imperador. Não conseguiu estancar a voracidade tributária e política sobre os vassalos brasileiros.

                A inspiração à liberdade com mais cidadania, abortou  o modesto grupo civil, quando foi deflagrada a famosa quartelada de 15.11.1889. Tudo muito bem arquitetado, com uma Constituição exemplar (1891), que parodiasse a outorga de direitos sob o símbolo norte-americano, com a expressividade estonteante assim votada: República dos Estados Unidos do Brasil, que avançou até 1988.

 

                                                               República Federativa do Brasil  ou

                                                               República Federativa Colonial do Brasil?

 

                Esta é a questão: vivemos a integridade da república federativa, ou estamos ainda na república colonial, embora federativa?

                Esta dúvida Ulysses Guimarães, de saudosa memória, deveria ter solucionado, em 1988, quando proclamou bem alto: “agora temos uma Constituição cidadã!”. Ledo engano.

                A Constituição atual pode até ter estendido e ampliado certos direitos fundamentais dos brasileiros (ainda não respeitados nem mesmo pelo Poder Judiciário, salvo honrosas exceções)  e dos que aqui vivem, entretanto, não conseguiu esvurmar de vez o prurido colonialista escravocrata do “Brazil”...

                Se escrevemos com “z” é por motivos sóbrios: não escapamos ainda do caldo cultural do servilismo a que ficamos sujeitos aos portugueses, de 1500 até agora, muito embora D.Pedro I tenha proclamado, em 7 de setembro de 1822, que éramos, então, livres politicamente!

                Nada disso ocorreu, nem naquela data, nem em 1889, com a quartelada que instituiu a primeira república, mais afiada aos empréstimos do que qualquer outra intenção cidadã. Tanto, que fomos enganados durante 99 anos (de 1889 a 1988) com a sigla de República dos Estados Unidos do Brasil, parodiando a América do Norte.

                Nunca estivemos libertos do colonialismo; primeiro, dos portugueses; agora, dos próprios patrícios que ousam passar o conto de país livre e absolutamente “democrático”, o que foi sobejamente contestado por Rui Barbosa (lembram?).

                A República Federativa Colonial do Brasil sobrevive, através do centralismo plutocrático da federação, ainda alicerçado no poder econômico, na altíssima carga tributária defendida pelos que se assenhoreiam do poder, outrora contestada por Tiradentes e, ultimamente, apenas por um geógrafo, o professor Milton Santos, quando declarou, antes de partir para a Terra Sem Males, que precisaríamos rediscutir o Brasil, redefinir a federação, reorganizá-la, porém, DE BAIXO PARA CIMA, pois sucedendo o contrário, isto é, advindo qualquer reforma política, DE CIMA PARA BAIXO, continuaremos colonos ou apenas lacaios de um sistema troglodita, ultrapassado, apenas mascarado de democrático.

                Fica absolutamente claro o pensamento do professor e geógrafo Milton Santos, quando investe na tecla primária dos direitos humanos, atribuindo ao povo a faculdade de escolher a forma que deseja ser governado para que não seja apenas vítima dos modelos políticos e econômicos esdrúxulos, os quais colocam o ser humano em segundo plano, sempre, atribuindo aos que já chegaram ao poder, por quaisquer vias, todo o comando administrativo da nação,encarando o capitalismo selvagem que busca, a todo custo, permanecer encastelado, deitando e rolando, aproveitando-se descaradamente do dinheiro público, utilizando-se de todos os meios escusos, fatos estes diariamente escancarados pela Imprensa Livre.

                Sabe-se que Municípios e Estados, onde, certamente, ocorre a produção, carecem de mais alforria para determinar um tipo de progresso humanizado, que não contemple apenas o consumismo exagerado, permeado pelo industrialismo crescente, que busca através da “venenocracia” a forma produtiva que alimenta a fornalha dos saldos bancários, enquanto cresce a miserabilidade e avoluma-se abertamente o descontrole ecológico.

 

Pensar globalmente, agir localmente

 

O lema amplamente divulgado pela Rio-92 (Conferência do Meio Ambiente e Desenvolvimento) sequer ousou sair do papel, ainda que o pensamento esteja globalizado, cimentando as culturas regionais. Faltou interpretação ao significado ecológico (ou ecopolítico) da recomendação para que pudéssemos desenvolver a potencialidade local, premiando administrativamente os que sempre defenderam a idéia da libertação dos Municípios e Estados, a ponto de evoluirmos para uma forma de governo mais racional como a Confederação, onde províncias e cidades tenham como cuidar melhor de seus espaços e também de seu povo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Autogoverno

 

Aqui começa, então, o entendimento filosófico da palavra povo, que não se resumo apenas na multiplicação demográfica de seres em determinado espaço, mas atinja o carisma da criação em torno de famílias e personalidades distintas com missões individuais na trajetória planetária, missões estas que evidentemente são psíquicas e também materiais,  arrumadas de tal sorte por quem nos colocou neste planeta que estão a indicar algo mais que as simples questões políticas ou econômicas.

                O autogoverno tem muito a ver com os méritos individuais, portanto. Desde a classificação racional da Declaração Universal dos Direitos Humanos até a exata compreensão de que somos partês integrantes de ecossistemas complexos, imprescindíveis à manutenção ecológica da natureza.

                Esta compreensão nos leva ao raciocínio ecodemocrático pelo fato de que fomos criados para a perfeição e também para um vivenciar lógico e administrativamente honesto, o que não tem acontecido no exercício político das atuais formas de governo que submetem as frações menores do país ao jugo despótico da Colônia! Seria o mesmo que dizer da farsa democrática existente, pois grupos se degladiam no curso pela assunção do poder, com objetivos inconfessáveis de manobrar o erário público, sempre a seu favor, estatuindo ondas assombrosas de corrupção.

                O autogoverno visa, exemplarmente, cortar a raiz dos males, estatuir um evangelho de respeito, ponderação e ética nos negócios públicos, chamando para si a tutela administrativa das cidades, onde o executivo seria contratado, apenas, para cumprir uma etapa civilizadora, sem, contudo, reunir poderes financeiros, que ficariam a cargo dos conselhos das cidades.

                A tributação, evidentemente, teria de ser revista para que os municípios não fiquem esmolando junto aos poderes estaduais e federal, no tocante as suas necessidades comunitárias.

 

                                                   Onde pretendemos chegar

 

Justiça  ágil e veloz – liberdade – Meritocracia, invés de Plutocracia – felicidade – senso cívico –  poucas taxas e impostos, administrados localmente – segurança – aposentadoria segura – liberdade econômica – hospitais decentes e humanizados –  economia municipal não sujeita ao assistencialismo federal – incremento do comércio, agricultura e serviços – renascimento cultural – legislação adequada – salários dignos – escolas sadias e eficientes – informação livre e garantida – correta gestão do dinheiro público – futuro de esperança para jovens – ambiente cuidado e valorizado, sem poderes a partidos e sindicatos corruptos –voto facultativo e qualificado -  valorização da história local – dimensão municipal perfeita acompanhando a globalização – paz constante – política energética sustentável com alternativas ecológicas–  nova classe dirigente municipal, através de Conselhos.

 

                                                          Colonos irão reagir?

 

                As entidades de classe como OAB, institutos de direito, cultores da verdadeira cidadania, Organizações Não Governamentais, estudantes, religiosos, empresários, comerciantes, cientistas políticos, sociólogos e outros, ainda não se deram conta que todos são apenas colonos do regime plutocrático.

                Como mudar? Através do autogoverno, com liberdade para os estados, dentro de um modelo político atualizado e não rancoroso, não excludente, não discriminador, não aproveitador dos recursos comunitários, como o atual, teremos algumas chances de praticar o  ESTADO DE DIREITO, onde a ética, o respeito, o mérito, as necessidades sociais serão atendidas..
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