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Invista do Município e faça feliz o Brasil!

                  Há várias maneiras de investir no município: instalando indústrias ou serviços, abrindo lojas, escritórios ou mesmo promovendo o crescimento local através de políticas consentâneas com as necessidades da população.

                Quais seriam as políticas consentâneas com as necessidades locais?

                Fácil de perceber: a  forma de governo federativa unitária, a que está em uso no Brasil, contempla, por cima, a União. Por baixo, estados e municípios como entes federados, com relativa autonomia, melhor dizendo, o sistema tributário atual premia “lá em cima” e “esmaga aqui em baixo”. Dito isto, você precisa saber que a renda dos municípios não passa muito dos 16% de tudo que produz e arrecada, 84% vão para União e Estados.

                Como fazer para estancar essa perversidade federativa? Simples: uma reforma política, de baixo para cima, como pregava o geógrafo Milton Santos e também como recomendava a RIO-92 (agir localmente e pensar globalmente), mas a globalização econômica é satânica, pune quem produz.

                Virar o enfoque, dando prioridade tributária a quem produz é tarefa de gigantes emancipacionistas, não como aqueles que simplesmente, em 1958 e 1959, brigaram pela transformação dos distritos em municípios, mas gigantes das múltiplas áreas científicas, políticas e tecnológicas, que possam conduzir estes entes federativos à liberdade administrativa, através do estatuto do autogoverno.

                Afinal, se os municípios forem autogovernados quem sairá ganhando serão os Estados e a União, porque haverá um intenso desabrochar de idéias e atitudes, com foco, especialmente, na produção, em serviços, cultura, lazer e, conseqüentemente, saúde e bem-estar das populações, com as quais, as medidas federativas serão mais suaves, na ordem da tributação.

                Talvez aqui esteja o foco principal da atuação dos que pretendem chegar às assembléias legislativas, câmara dos deputados e senado federal, mobilizando a população e fornecendo elementos probatórios que atestem a validade e vantagens do autogoverno.

                Claro que o Brasil está andando, mas também, tropeçando. Como o país é na verdade um continente, medidas políticas e econômicas não chegam a minimizar as falhas de governos locais, comprometidos apenas com a população, diferentemente do que ocorre no momento, quando os administradores locais (executivo e legislativo) são obrigados, quase cooptados mesmo, a celebrar alianças e acordos visivelmente espúrios no afã de conseguirem uma estabilização política tipo “água com açúcar”.

                De 4 em 4 anos, somos chamados às urnas, quando elegemos vereadores e prefeitos, porém, o Sistema, arraigado como está, desde a Colônia Portuguesa, não muda, não evolui, não melhora, por conseguinte.

                Com o autogoverno, contudo, as perspectivas serão melhores, mais dinâmicas, mais envolventes. Os munícipes compreenderão que poderão trabalhar, realmente, para um futuro melhor e absolutamente solidário, sem comunismo ou socialismo, mas seguindo o caminho correto da auto-determinação, que é uma das cláusulas da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

                Agora vem a pergunta: qual candidato, a qualquer posto eletivo, já pensou nisto? Quem está apto a apresentar uma plataforma ou programa de ação, com base nesta mudança importante?

                Você pode responder, sem medo de errar: até agora NENHUM! Porém, esperemos...
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