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Salvar a Democracia ou instituir a Ecodemocracia?

            No Brasil, a Democracia está doente, moribunda, praticamente falida e isto coloca em perigo constante todas as instituições.

            Na verdade, a Democracia ainda não foi assentada aqui, como alertava Rui Barbosa, ao dizer que “para termos uma Democracia verdadeira deveríamos ter o povo no governo, mas, como não é o povo quem governa, não temos Democracia”...

            O que temos –isto sim- é um modelo bem diferente de democrático, ele é plutocrático, com eleições manipuladas através de partidos políticos subjugados a grupos econômicos.

            Campeia a corrupção, fazendo o país sofrer as agruras do Estado Paralelo, que domina, praticamente, todos os setores da nacionalidade,  alimentando gangues poderosas, dentro e também fora da política.

            Nosso atual modelo político, falido, enlameia partidos e pessoas, com pouquíssimas esperanças de qualquer reação promissora!

            Reformar o que, na atual circunstância?

            O sociólogo, professor Vasconcelos, prega a Democracia Pura, sem desvincular, todavia, do pernicioso modelo neoliberal, principal responsável pelo descalabro das instituições brasileiras, que se mostram tímidas em face da ação de aguerridos grupos treinados para ações deletérias em confronto com os poucos que ainda ousam defender a Pátria.

            Ame-Fundação Mundial de Ecologia quer a mudança do modelo e visa instituir a Ecodemocracia no país, no bojo da reforma política que alguns pretendem apresentar neste ano, antes que a ruína econômico-financeira nos arraste à falência total, já que a ruína moral atingiu garbosamente nossas débeis instituições.

            Queremos uma Confederação para suceder a combalida Federação, como prioridade número um no contexto Ecodemocrático, tal como aconselhava o saudoso geógrafo Milton Santos (professor em Harvard, EUA), quando dizia que “a federação deveria ser reformulada, de baixo para cima...”

            Tinha, Milton Santos, muita razão ao aconselhar a reforma, de baixo para cima, porque, de cima para baixo, não é reforma, é apenas engodo, pura tapeação, subtração dos valores cívicos de nossa Pátria.

            Queremos uma Revolução Ecopolítica, onde a proteção ambiente esteja agregada à proteção social, numa abrangência sistêmica e verdadeiramente salutar.

            Os pontos básicos aconselhados para a reforma política que nos levem à Ecodemocracia são:

  1. Combate constante à corrupção e ao Estado Paralelo
  2. pelo voto qualificado e facultativo
  3. pela inscrição direta no Tribunal Eleitoral, sem obrigação de filiar em partidos políticos para qualquer cargo eletivo
  4. pelo plebiscito para tornar o país uma Confederação, transformando os municípios em cidades-estados, com instituição da Ecodemocracia no país
  5. pela defesa intransigente da Ecologia Global, ecossistemas e espécies.
  6. pela defesa intransigente das minorias étnicas,  idosos, crianças, mulheres e excluídos
  7. pelo tombamento integral da Amazônia
  8. pelo fim do programa energético através de centrais nucleares
  9. pela instituição do programa de Agricultura Urbana em todas as cidades brasileiras
  10. pela obrigatoriedade em exigir capacitação escolar, técnica e científicas de candidatos a postos eletivos.

 
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