News Update :
Home » » Cidade-Estado e Municipalismo Verde!

Cidade-Estado e Municipalismo Verde!

“A população mundial passou de 2,5 bilhões de habitantes para 7 bilhões, no começo do século XXI. No mesmo período a população urbana passou de 730 milhões (29%) para 3,6 bilhões de habitantes (51% da população total). Enquanto a população total cresceu 2,8 vezes, a população urbana cresceu 4,9 vezes, em seis décadas, segundo dados da divisão de população da ONU.
As projeções para 2050 indicam uma população mundial de 9,3 bilhões de habitantes, sendo 6,3 bilhões no meio urbano, o que significará cerca de 70% da população mundial vivendo em cidades. Ou seja, nas próximas quatro décadas a população rural do mundo vai diminuir de 3,4 bilhões de habitantes para 2,8 bilhões, enquanto a população urbana vai absorver todo o contingente de pessoas que vão nascer (2,3 bilhões) mais a migração líquida dos 600 bilhões que vão sair do rural para o urbano. Ou seja, a população urbana do mundo vai passar dos atuais 3,6 bilhões para 6,3 bilhões de habitantes em 2050, um acréscimo de 2,7 bilhões de pessoas nas cidades em apenas 40 anos.”
Urbanização e Cidades Ecológicas, por José E.Dinis Alves
****
Eis porque algumas cidades estão mudando radicalmente seus modelos político-administrativos, algumas passando a Eco-cities (cidades ecológicas), enquanto outras a “cidades sustentáveis”. No cômputo geral, Vancover (Canadá), Malmo (Suécia) Curitiba (Brasil), Portland (EUA), Davis (EUA), Aalborg (Dinamarca), Reykjavik (Islândia), Copenhague (Dinamarca), Londres (Inglaterra), São Francisco (EUA) e, recentemente, a Vila Dongtan, na ilha Chogming (China), estão concentrando esforços dentro do panorama ecológico que prevê crescimento sustentável sem ferir a natureza e, acima de tudo, dispor de meios de saneamento básico bem eficiente, com projetos de sustentação arquitetônica plausível com as necessidades humanas, além de a melhor divisão espacial de seus territórios com adoção de tecnologias limpas para geração energética.
Entretanto, todas estas cidades obedecem modelos econômicos existentes em seus países, sem que se possa notar qualquer novidade quanto à adoção de um modelo ecopolítico de realce, seguindo apenas regimes antigos, muitos dos quais apenas consideram o ser humano mero intruso na paisagem citadina ou apenas gerador parcial de riquezas, através do trabalho, com pouco ou quase nenhum compromisso sério quanto a entender que ele é“anterior ao Estado e que deva ser servido pelo Estado” (Rerum Novarum)!
Uma clarinada positiva deu-se a partir de cidades europeias que adotaram o modelo Cidade-Estado, a partir de Berlim, Bremen, Hamburgo (alemãs) e outras na Letônia, enquanto bascos, catalães, na Espanha, e vênetos no norte da Itália brigam pelo autogoverno, consoante Pacto da ONU, de 26/12/1966 e Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Estas Cidades-Estados modernas diferem das antigas cidades gregas ou fenícias, pois não estão separadas de seus respectivos países, como Hong Kong e Macau, na China e a ilha de Cingapura, mas, integradas ao regime político de suas nações, abriram frentes econômicas diferenciadas do neoliberalismo que pariu a globalização massificadora e causadora de revezes econômicos tremendos, com surtos de crises sistêmicas.
Podemos parodiar as Cidades-Estados e dar-lhes condição de Cidades Verdes, onde a organização espacial prima por uma arquitetura racional, além de estarem voltadas para o escalonamento profissional dos que se embrenham na senda de um progresso articulado com o equilíbrio ecológico e ecopolítico. Seus habitantes, via-de-regra participam das decisões administrativas locais a fim de conduzir o tecido social dentro da perfeita solidariedade meritocrática.
É este tipo de Cidade-Estado que defendemos para o Brasil, bem como para a América Latina, pois aqui os pruridos governamentais pecam pelo crivo de um colonialismo atávico, plutocrático, rançoso e, mais do que tudo, anti-democrático, que inibe a população de ter um governo justo, ecodemocrático, e absolutamente fraterno.
O autogoverno será para os municípios brasileiros a salvação do modelo republicano-federativo, ainda que colonial. Nós o chamamos de Municipalismo Verde, sustentável, autêntico, ecopolítico, e defensor dos que produzem a riqueza nacional, espelhada no PIB que, engrandecendo os entes menores, estarão construindo uma nação austera, livre, próspera, dentro de parâmetros científicos e tecnológicos, independentemente do vezo ideológico, retardador da gloriosa marcha humana no tempo/espaço em que foi aqui postada para defesa de Gaia.
A Pátria será, então, livre, descompromissada com forças exteriores, caminhará por si só, rumo ao seu promissor destino!

AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA – www.ecologia.org.bramefundacao@gmail.com - amefundacao@uol.com.br
Share this article :
 
Design Template by panjz-online | Support by creating website | Powered by Blogger