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Nova Economia Política

EUA, rodando 600 trilhões de dólares, contra apenas 13 de lastro!

Somente a Nova Economia Política salvará o Brasil

Emmanuel Gama de Almeida

Há décadas o sistema econômico mundial vem, pouco a pouco, deixando de produzir bens (mercadorias e serviços) – reduzindo o trabalho produtivo - em virtude de estar aplicando, cada vez mais, recursos no sistema financeiro – que nada produz – tornando os ricos cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres...

Conseqüências mais relevantes deste processo: aumento da pobreza em nível mundial, redução da produção de bens, escassez de alimentos, aumento da fome, do desemprego, da violência, guerras, especulação financeira e o dramático crescimento do desequilíbrio econômico mundial.

Como agravante, na atualidade, o gigantesco fluxo de capitais especulativos para os países emergentes, causa a valorização de suas moedas, provocando ainda graves conseqüências sobre o crescimento dessas nações. No Brasil, país que oferece os maiores juros do planeta, é uma das nações mais ameaçadas por esse fluxo.

O resultado de todo este processo tem permitido a existência de dois tipos de economia: a real e a irreal.

A economia real é aquela que representa a riqueza produzida pelas nações e que hoje, em nível mundial, é da ordem de cerca de 16 trilhões de dólares. Valor este que representa uma quantidade de moeda que tem como lastro os bens produzidos.

A economia irreal é aquela que representa todos os investimentos especulativos de curtíssimo prazo: compra, venda futuros, opções, arbitragens com moedas; o mesmo com ações, taxas de juros, papéis de governo, índice de ações etc. Investimentos especulativos que, multiplicados pelos bancos internacionais e espalhados como empréstimos pelo mundo, ou como fichas de jogo no mercado de derivativos, hoje estão estimados, por alguns especialistas, da ordem de US$ 600 trilhões – dólares sem lastro -, contra um PIB dos USA de apenas US$ 13 trilhões.

É um mercado puramente monetário, sem qualquer ligação com o mercado de bens reais, e representa uma das principais razões do atual desequilíbrio econômico mundial, responsável pelas mazelas antes apontadas.

Sabemos que há necessidade urgente de mudar este paradigma

Como então, inverter esse processo a fim de permitir o retorno ao equilíbrio econômico mundial e promover o crescimento sustentado das nações?

Este é o maior desafio que humanidade já teve desde seu surgimento, pois, nunca antes, tantos mecanismos de destruição (econômicos, sociais, culturais, políticos, militares e nucleares) estiveram voltados contra ela.

Acreditamos que nosso trabalho - A Nova Economia Política- é o conhecimento que falta àqueles que procuram encontrar os meios capazes de mudar o equivocado rumo que hoje estamos seguindo.

A Nova Economia Política foi desenvolvida pelo economista brasileiro Ciro de Oliveira Machado, a partir das idéias de Piero Sraffa, apresentadas em seu livro "Produção de Mercadorias por Meio de Mercadorias: Prelúdio de uma Crítica da Teoria Econômica", em que mercadorias são não só apresentadas como produzidas por meio de trabalho, terra e capital, mas acima de tudo, por meio de mercadorias.

Sua principal característica seria a adoção de uma política monetária de emissão de moeda neutra de desenvolvimento.

Não concordamos com uma política monetária recessiva, ou seja, não concordamos com a falta de moeda nacional, o Real, que é a tônica da política econômica atualmente praticada.

O processo recessivo deveria ser neutralizado por meio da emissão da moeda neutra de desenvolvimento - não pelo câmbio de dólares que aqui chegam e, por razões de somenos, daqui se vão. Esta moeda neutra é uma das mais importantes decorrências da Nova Economia Política.

Para permitir o desenvolvimento, haveria sempre a necessidade de previamente haver a emissão de mais moeda neutra. Adotar o Real como moeda neutra nacional significaria simplesmente mudar a forma com que hoje essa moeda está sendo introduzida em nossa economia. Deveríamos deixar de emitir moeda sem lastro e, portanto inflacionária, passando a introduzir essa mesma moeda através, especificamente, como capital de giro de todos os setores produtivos que quisessem crescer; e todos os setores optariam pelo crescimento, na medida em que o crescimento de um, implicaria no crescimento de outros.

Esta mudança terá como conseqüência imediata a multiplicação da riqueza, dirigida àqueles que a produzirem. Em outras palavras, o que iria caracterizar a moeda neutra seriam as regras de sua criação: teriam mais moeda aqueles que projetassem e conseguissem aumentar suas produções. As novas mercadorias produzidas seriam o lastro da nova moeda e o país não teria a necessidade vital de capitais externos para promover o seu crescimento.

Resultado de todo processo de emissão de moeda neutra de desenvolvimento: a crescente neutralização dos principais eventos que são as causas responsáveis pela recessão; o aumento geral da produção de mercadorias de todo setor produtivo nacional; aumento percentual crescente da participação da massa salarial no PIB; aumento crescente do valor real dos salários; maior quantidade de empregos; maiores lucros; maior recolhimento de impostos, redução da pobreza no País etc...

Mais ainda que tudo isso, estaríamos realizando uma mudança significativa no paradigma atual, permitindo o advento de uma Nova Economia Política que teria como característica relevante, entre outras, a de permitir o acesso à moeda por todos aqueles capazes de produzir no nosso País ou, em outras palavras, estaríamos implantando no Brasil uma verdadeira democracia econômica.

Outras providências, propostas pela Nova Economia Política para alcançarmos o equilíbrio econômico podem ser conhecidas no site: www.nep2000.ecn.br, consultando, inicialmente, o texto "Rumo à prosperidade", na página "Artigos" e o livro "Noções Preliminares", na página "Livros", do referido site.

Seu resultado será o início de uma nova era: o soerguimento da nossa economia pelo desenvolvimento sustentado que tornará o nosso País cada vez mais rico, gerando mais empregos e muitas outras coisas que permitirão reverter toda a atual tendência negativa. Neste caso, quando ocorrer a depressão máxima prevista pela Nova Economia Política, o Brasil poderá, em parte, neutralizar os seus efeitos de modo competente. Depressão esta que terá como estopim a decisão tomada pelos países do BRICS, no dia 14/04/2011, de estabelecerem linhas mútuas de crédito em moedas locais e não em dólares...
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