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Qual revolução o Brasil precisa?

Pensamentos sobre revolução


Aqueles que pretendem fazer  revolução pacífica,  tornam a revolução violenta inevitável.

John Fitzgerald Kennedy

Não há como explicar toda indignação que sentimos pelos destinos da Pátria, outrora  defendida por valores cívicos e atitudes éticas incomparáveis às que estão a ocorrer nos dias atuais, em face da multiplicação de escândalos, quase todos comprovados, de furto do dinheiro público, objetivando  fortalecer o Estado Paralelo e fazer agonizar o Estado de Direito, numa orquestração maquiavélica  que visa destruir, em primeiro lugar, a Ordem Jurídica vigente e o conteúdo da Carta Magna de 1988, preparando um tipo de governo anti-democrático, cruel, plutocrático e, sobretudo, colonial-imperialista!

Enquanto a inflação corrói os intestinos da nacionalidade, reduzindo pobres a miseráveis e também achatando os ganhos da classe média, pequenas mas ativas quadrilhas, enquistadas em postos administrativos, se comprazem ativamente com ganhos ilícitos em meio à corrupção pestilenta que detona os valores cívicos, ecológicos e democráticos de nosso país.             

Dos tipos de reação possíveis, fica evidente que o melhor é o moral, aprofundado na ética, ao contrário de outro, mais agressivo, tumultuado, que geralmente descamba para o autoritarismo desproporcional à índole de nosso povo e até à perversão dos costumes.

A revolução que pregamos é pacífica, sociologicamente cultural, mas excepcionalmente ativa no sentido da mobilização imprescindível à salvação do destino de nossa população, e vem ao encontro dos anseios populares a favor de mudanças radicais a serem propostas ao Congresso Nacional pelo estabelecimento ou transformação da lei eleitoral num capítulo importante para consagrarmos legitimidade aos que merecerem receber um mandato popular através de eleições.

O povo precisa e deve participar do governo: é um princípio democrático, porém, essa participação tem que ser cautelosa, medida, aferida, e não constituir apenas   em negociatas, quando “vendedores e compradores” –ambos criminosos instintivos- giram em torno de algo que não pode nem deve ser medido monetariamente, ou seja O VOTO!

Será necessário, pois, em primeiro lugar, se pudermos consagrar um povo a caminho da ética, que o processo eleitoral infunda respeito aos cidadãos e também os que pensam em candidatar-se tenham sua vida totalmente revista, onde, em primeiro plano, se possa sitiar os que vão concorrer a várias sabatinas de conhecimentos, avanços tecnológicos e, sobretudo, de MORAL!

A partir deste paradigma, há que se promover também um elenco de perguntas e respostas aos que imaginam conseguir o título de eleitor e primar –antes de tudo- pelo voto facultativo, pois os menos instruídos e incapazes ficarão, temporariamente à margem do processo eleitoral até que consigam a ilustração consentânea com a responsabilidade social de uma eleição.

A profilaxia terá o dever de admitir candidaturas individuais, ou através de entidades representativas, a par das exigências partidárias para o registro dos pretendentes a cargos eletivos.

É ponto nevrálgico da mudança pretendida para o pleno exercício da cidadania, bem como do respeito pelos valores ecológicos-naturais da nação, enquanto a reforma econômica atente para o despautério dos gastos excessivos com ministérios, senado e câmara dos deputados.

Urge reformular a divisão do bolo tributário para que quem produz, os municípios, tenham participação mais elevada, pois são estes entes menores federados que produzem o PIB-Produto Interno Bruto.

Com esta revisão de valores e conceitos, evidentemente estaremos evitando o pior, enquanto selecionamos a opção pacífica para construir um Brasil, mas a revolução necessária terá de, em primeiro lugar, mudar o conceito federativo e instituirmos o AUTOGOVERNO, que gerará cidades-estados autênticas sob todos os aspectos. Assim, os municípios adquirirão sua verdadeira e legítima independência, fazendo o Brasil crescer organicamente, ecologicamente e ecopoliticamente. Teremos, finalmente, uma Ecodemocracia legítima, ao invés de uma democracia cambaleante.

Somos pelo AUTOGOVERNO, vida nova para a Pátria! AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA e JORNAL VERDE MUNICIPALISTA.
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