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Somente sábios podem conscientizar humanidade!

Se destruírem as cidades e conservarem os campos, elas renascerão. Mas se destruírem os campos e conservarem as cidades, estas perecerão
"Benjamin Franklin"


Eis aqui um conselho puramente ecológico, de muita profundidade,  acerca do valor da agricultura (os campos), ao contrário da fúria industrialista que se avoluma exponencialmente.

Quando Benjamin Franklin lavrou esta sentença, naturalmente ele estava a antever o surto “progressista” que o setor industrial causaria ao mundo, como que sufocando a produção agrícola, de onde todos dependemos.

Obviamente, não é de todo assim, porém, a migração humana da zona rural para a urbana tem proporcionado alguma riqueza, bem estar geral para os que tiveram que abraçar novas profissões, então inexistentes.

Certo, entretanto, que a agricultura moderna é  dependente de equipamentos advindos da indústria, sem o que a produção  estaria ainda na fase do empirismo, ou seja de uma cultura agrícola diversificada, porém, insuficiente para abastecer cidades.

Tudo se liga a tudo,  não se poderia descartar insumos fortes para a lavoura sem o desenvolvimento industrial, em nosso país, onde a siderurgia teve papel preponderante, a começar por Volta Redonda, que Vargas conseguiu de Roosevelt, em plena 2ª.guerra mundial, quando o Brasil fechou acordo com os Estados Unidos.

O dever de repensarmos seriamente as cidades, inseridas naturalmente, em municípios, bate 100% com o Pacto da ONU, de 26/12/1966, que o Brasil assinou em 1976, quando presidente Ernesto Geisel.

A partir da concepção racional que moramos ou trabalhamos num município (ente menor da federação) temos o dever de zelar pelas ações que ocorrem nesse espaço, de onde, todos sabem, se constrói a riqueza nacional, representada pelo PIB-Produto Interno Bruto.

Estados e federação apenas supervisionam e recolhem o bolo tributário, que é repartido, injustamente, em proporções catastróficas, ou seja: 60% para a União, 24% para os estados e a exígua e miserável parcela de 16%  para os municípios!

Ora, vejam só: quem trabalha e produz, recebe menos. Isto é o mesmo que derrama fiscal, colonialismo, imperialismo e plutocracia, porque estamos a trabalhar para gastos esdrúxulos, que não se coadunam com o sentido administrativo e econômico de uma Nação, especialmente nos momentos difíceis que atravessamos atualmente!

Quem defende as cidades e municípios no Brasil? Esperar milagres por parte dos estados e da própria federação é acreditar em Papai Noel!

Temos que adquirir consciência de que a situação é vexatória, grave mesmo, pois quem trabalha e produz, em nosso país, é hostilizado, sacrificado até, pois quem pouco faz e imita perfeitamente o sistema colonial português, fica com o fruto do trabalho exercitado nos municípios.

Precisamos inverter esta tendência autofágica, pois se continuarmos sacrificando os municípios, a federação e os estados não resistirão. Temos de cerrar fileiras em torno da bandeira municipalista que clama por justiça, através de idônea repartição do bolo tributário (soma de todos os 85 impostos que pagamos), para que haja justa distribuição do bolo arrecadado. Não podem os municípios continuar recebendo a miserável fração de 16% do bolo tributário.

Vamos defender o municipalismo verde que objetiva responder afirmativamente ao Pacto da ONU, de 26/12/1966 e Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Mais arquivos: www.jornalverdemunicipalista.net.br

 
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