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Trabalhadores Municipalistas, UNI-VOS!

Defender o município é defender o lar, a família, a comunidade; passo essencial para defesa da Pátria!

 Estais, sem dúvida, cientes da importância do município e das cidades do Brasil, em vossas vidas, bem como sabeis que sois os impulsionadores da economia, que irmanados às correntes consumistas, proporcionais a elevação do PIB-Produto Interno Bruto nacional, como marca do desenvolvimento que engrandece o município, dentro do estado e fortalece a federação, dignifica e enaltece a Pátria!

Não desconheceis, contudo, as agruras e extremas dificuldades incorporadas as vossas vidas, em função dos altos e baixos da política econômico-administrativa, mercê de tantas vicissitudes que afrontais para vencer dificuldades, em razão de medidas paliativas e, às vezes, distorcidas.

Dos feudos monárquicos ou imperiais ao capitalismo livre e ou de Estado, herdou-se uma tradição espúria e, por que não dizer, imperialista, hoje federalista-republicana que se apraz em extorquir as comunidades. com vistas a aumentar cada dia mais a arrecadação, sem levar em conta que são os municípios que produzem a riqueza nacional, esbanjada pelos altos escalões republicanos, inseridos no quadro macabro da globalização que infelicita os brasileiros.

Vós e demais companheiros da amálgama social pagam o preço dessa extemporaneidade administrativa que, através da esdrúxula distribuição do bolo tributário,  ocasiona o desarranjo econômico dos entes menores da federação e impede que os municípios possam desempenhar satisfatoriamente as funções para as quais foram criados.

De Bretton Woods ao Consenso de Washington e deste à globalização econômica, buscam, os senhores do Capital, compungir países emergentes a que continuem sempre emergentes e não consigam alcançar posição de destaque no cenário da economia contemporânea.

A técnica assemelha-se à prática de “criar dificuldades para vender facilidades”, o que soa maquiavelismo político de absurda sordidez, se levarmos em conta que somos apenas passageiros temporários desta maravilhosa nave planetária chamada Terra.

Ideologias, doutrinas e regimes governamentais ou políticos, sempre  foram urdidos com o pensamento massificador, disfarçando benesses que o povo jamais conseguiu, pois os idealizadores pensaram antes em seus objetivos particulares, ou de acordo com os seus pruridos educativos, do que especificamente na coletividade.

Estes argumentos provam e comprovam que, até hoje, nenhuma ideologia, proveniente da irracionalidade humana, bem como da falsidade com que foi  concebida, conseguiu sobreviver, a não ser pela truculência das armas!

Exemplos atuais não faltam, mas este texto prefere apontar caminhos e não permanecer sistematicamente nos erros cometidos, em nome de liberdade, igualdade, fraternidade!

Estamos apenas enumerando fatos para que compreendais da urgente necessidade de voltardes os olhos para questões de simples matemática ou da física: não se consegue produzir um modelo político ou forma de governo DE CIMA PARA BAIXO. Quem argumentou isto com clareza foi o saudoso geógrafo Mílton Santos, quando asseverou que no Brasil a federação deveria ser reformulada DE BAIXO PARA CIMA, isto é, conduzir-nos a uma reforma política racional, ecológica e também ecopolítica, o que, evidentemente, não agrada o poder e aos que sustentam a forma colonial de gerir o Brasil.

Para inverter esta polaridade, temos de centrar nossos objetivos terrenais em torno dos nossos lares, nossos bairros, nossas cidades e nossos municípios. Esta é a lógica deste texto que buscar informar os enganos e trapalhadas quando se pretende administrar de cima para baixo, sem atender o clamor municipal.

Sabeis que pagais impostos e taxas diariamente, direta e indiretamente. Esta compunção republicana está diretamente ligada à ganância tributária para euforias e gastos nababescos, em razão direta da apreensão da maior fatia do bolo tributário, ou seja, da soma de todos os impostos e taxas que sujeitam o povo brasileiro indiscriminadamente.

Controlado pela federação, o bolo tributário faz o possível para empobrecer os municípios brasileiros, em razão da menor fatia arrecadada. Dos 100%, os municípios recebem apenas 16%, enquanto estados e federação abocanham 84%, destinados sempre à locupletação espúria, sem que produzam o mesmo que o fazem os municípios, autores principais da grandeza econômica nacional, o PIB-Produto Interno Bruto.

Fica claro, portanto, que sofreis, como todo o povo brasileiro, pela intransigência federalista de partilhar carinhosamente, fraternalmente, o suor do trabalho que vós e tantos  outros companheiros da marcha civilizatória merecem!

A absurda falta de justiça social impeliu outros povos à escolha de caminhos mais condizentes com a realidade ecopolítica da atualidade. Algumas nações deram passos importantes para a contenção de gastos municipais, promovendo ajustes políticos de envergadura, instituindo cidades-estados, onde, obviamente, o dinheiro público obedece severo escalonamento para atender necessidades dos que produzem a riqueza local.

Essa nova forma de governo, pactuada como autogoverno, historicamente comprovada como justa, foi acolhida pelo Pacto da ONU de 26/12/1966, também compromissado pelo Brasil, de sorte que não seria entendido como separatismo ou revolta, mas apenas o retorno ao bom-senso de uma economia equilibrada estatisticamente.

Se chegardes à compreensão de que esta legítima bandeira está inscrita no bojo das ações e pensamentos das mais acuradas correntes filosóficas e políticas, desde o começo da humanidade, por certo entendereis que se trata de algo que possa contestar as falhas neoliberais e os sonhos libertários dos que lutaram por ideais ainda não concretizados.

O caminho, companheiros, é o autogoverno, é a compreensão da lucidez administrativa em escala municipal para que fortifiquemos as províncias (estados) e a própria federação dentro de uma democracia, já esquálida, e possamos partir para a ECODEMOCRACIA,

quando méritos serão realçados, o esforço municipal compensado, as famílias assistidas em plenitude de suas necessidades.

Somente o autogoverno salvará o país do risco de crises internas e externas, das maldades político-partidárias.

 
AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA – JORNAL VERDE MUNICIPALISTA


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