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CIDADE-ESTADO ECOLÓGICA

Podemos instituí-las sob o comando da ética, da moral, e fazer crescer o sofrido PIB-Produto Interno Bruto brasileiro

 

Uma cidade-ecológica de verdade  somente poderá ostentar este título quando agregar o vocábulo “estado”, como Berlim, Bremen, Hamburgo, da Alemanha, algumas da Itália, outras da Letônia, e as mais famosas asiáticas Cingapura, Macau e Hong Kong.

As conhecidas cidades ecológicas atuais não passam de conjuntos espaciais harmônicos quanto à defesa do ambiente em si; disposição ordeira do traçado urbanístico, afastamento do parque industrial do meio urbano, construção de casas obedecendo parâmetros corretamente ecológicos, saneamento básico irrefutável,  assim como virtualização dos transportes públicos com afastamento de veículos particulares dos centros urbanos, causadores de poluição.

Neste contexto acham-se sete  conhecidas como eco-cities, em todo o mundo: Aalborg, na Dinamarca, Davis e Portland, nos Estados Unidos, Malmo, na Suécia, Vancouver, no Canadá, Reykjavik, na Islândia, e Curitiba, no Brasil.

Em termos de qualidade de vida, estas sete cidades terão outras companhias, desde que a China elabora planos de construir uma dúzia com as mesmas características.

Não será muito simples, contudo, estabelecer uma cidade-ecológica  com o vezo de completa autonomia administrativa, distante dos parâmetros globalizantes da economia que hoje se insere no quadro de todos os países do planeta.

Para que a cidade seja verdadeiramente ecológica ela terá de assumir o autogoverno, conforme Pacto da ONU, de 26 de dezembro de 1966, que faculta a todas as nações perfilarem o modelo governamental mais evoluído do ponto de vista econômico e isto implica no reconhecimento tácito de que todos os fenômenos ecológicos, econômicos ou políticos, estão localizados nas cidades, ou melhor, nos municípios, extensão territorial que abrange várias cidades.

Em ecologia não pode haver divisão ou distanciamento; esta ciência estuda cientificamente a interação homem/ambiente e tudo que  cerca e atinge os seres humanos, em primeiro lugar, e outros seres, posteriormente, direta ou indiretamente.

Quando se fala em eco-city estamos preparando o território para assumir integralmente o vocábulo ligado: cidade-estado-ecológica, distante dos atuais parâmetros capitalistas, que continuam, afoitamente, sujeitando o ser humano ao Estado, quando, historicamente, como bem aconselha a Rerum Novarum, o homem é anterior ao Estado e não pode nem deve ficar sujeito às formas de governo restritas ao mando e comando, de cima para baixo!

Quem produz são as cidades, os municípios, mas estes estão subjugados pelo poder plutocrático dos Estados (nações), que vê, nos entes menores, apenas a fonte para arrecadar impostos com o que os detentores do poder se refestelam em gastanças inexplicáveis. Isto é anti-ecológico, anti-ambientalismo e ainda anti-ético e, sobretudo, imoral, para maior explicação.

Ao assumir o autogoverno, uma cidade-estado tem de buscar na ecologia verdadeira, total, todos os parâmetros para o crescimento sustentável com justiça social, contemplar e fazer com que a qualidade de vida de seus habitantes seja e fique enfocada em e com todos os recursos para preservação da existência.

Tem de, obrigatoriamente, cercar o desenvolvimento econômico de todas as garantias contra o capital explorador, expandir serviços bancários reais, isto é, que não estejam apenas captando investimentos a favor de investidores, mas também estimular a pequena manufatura, o artesanato, as artes, a cultura.

Tem que criar organizações políticas genuínas para ajudarem a administrar as cidades, e não permitir que apenas quadrilhas de bandoleiros se registrem como tal. A administração das cidades-estados-ecológicas deve ter como programa prioritário a ascensão das classes sociais mais humildes, de modos que o capital  não fique apenas concentrado nas mãos de poderosos.

Com um projeto de tal estatura e dimensão, AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA e JORNAL VERDE MUNICIPALISTA, vem convidar os que comunguem do mesmo pensamento e possam juntar-se a esta bandeira, no Brasil, para que a economia redunde em algo que satisfaça tanto a produção como ao consumo, e tenhamos meios práticos de estabelecer crescimento plausível com as necessidades de  crescimento do nosso amargoso e sofrido PIB-Produto Interno Bruto, de apenas 1%!

JUNTE-SE A NÓS, PELO BEM DO BRASIL!
amefundacao@gmail.com   - atendimentojornalverde@gmail.com
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